Um (bom) caminho sem volta.
A era pós-COVID19 já
provocou um marco positivo na história da inovação imobiliária no Brasil: a
opção de se comprar e vender sem sair de casa.
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| Imagem: Reprodução Google |
Todos nós empreendedores buscamos informações para
compreender e, se possível antecipar, como será o “novo normal”. Precisamos ter
algum cheiro do mundo vindouro para planejar nossos negócios e tomar decisões.
Queremos saber como será a vida pós-Covid. No mercado imobiliário, e vou falar
dele porque é minha especialidade, não é diferente. Os agentes hoje tateiam
suas bolas de cristal para descobrir os efeitos que a pandemia vai gerar sobre a
compra e venda de imóveis no Brasil e no mundo, no “day after”. Neste mar de
dúvidas, uma certeza já pode ser apontada: a opção até então frustrada de se
fazer negócios imobiliários remotamente, por meios digitais, já é uma realidade
no Brasil, pelos menos no Estado de São Paulo e Rio de Janeiro.
A Corregedoria Geral de Justiça de São Paulo
autorizou no mês passado a realização de escrituras digitais no Estado, o que
permitiu a Loft a realizar, no mesmo dia, a primeira compra 100% digital de um
imóvel no país.
Tratou-se de um apartamento vendido por duas
pessoas que acabavam de se divorciar. Todos - compradores, vendedores,
corretores e escrevente - puderam assinar a escritura no conforto e segurança
dos seus lares ou escritórios, atrás dos seus computadores, atendendo à
necessidade de isolamento social. Novos tempos.
Logo depois, neste corrente mês de maio, com a
aprovação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), também efetuamos a primeira
escritura digital do Rio de Janeiro. Com isso, todas as nossas compras e vendas
podem ser realizadas de forma 100% virtual.
Anteriormente, as partes interessadas tinham de
alinhar as agendas e se deslocar até em um local de comum acordo e dentro das
regras legais para oficializar a transação. Agora, o ato pode ser realizado por
meio de uma videoconferência com certificado digital. Um verdadeiro salto! O
que normalmente talvez levasse anos, neste atual contexto de exceção levou um
par de meses para se resolver, a partir da instalação da quarentena no país.
A escritura digital é a última peça que faltava
nesta engrenagem digital. Vou compartilhar com vocês as demais que permitem uma
jornada de compra e venda integralmente remota.
Jornada digital completa - Há um caminho a se
percorrer até a assinatura (digital ou não) de um imóvel. Há três principais
ferramentas que ajudam muito nesta empreitada. Duas delas são as visitas
virtuais e as plantas 3D, recursos que permitem aos clientes fazerem uma
avaliação concreta dos imóveis mesmo sem sair de casa. Foi por meio delas que
um cliente da Loft, residente em Nassau, avaliou e decidiu comprar um
apartamento no bairro do Jardim América, na capital paulista, há poucas
semanas.
A terceira ferramenta, na verdade, é um
procedimento jurídico que precede a escritura: a assinatura digital do CCV
(Compromisso de Compra e Venda), que já era disponibilizado pela Loft mesmo
antes da Covid. Com estes três trunfos tecnológicos mais a assinatura digital,
hoje é possível comprar e vender imóveis no Brasil, mesmo estando fora do país,
de forma remota.
Não há dúvida de que a pandemia está trazendo
perdas à nossa sociedade, sobretudo no que há de mais importante: vidas
humanas. Respeitar as boas práticas de isolamento social ainda segue sendo a
única solução apontada por instituições como a OMS para lidarmos de melhor
forma com esta nova realidade, e evitarmos perdas ainda maiores.
Cabem a nós, empreendedores, identificarmos
oportunidades de inovar e contribuir para que o legado das pandemias também
seja composto de transformações positivas, que ofereçam soluções capazes de
realizar sonhos de forma segura.
Estamos certos de que os lares das pessoas ganharão
valor depois deste grande marco histórico. Passaremos mais tempo dentro de
nossas casas, trabalhando e vivendo por meio de relacionamentos cada vez mais
digitais. Sairão fortalecidas desta época tão marcante as empresas que
entenderem que a digitalização, tanto quanto o reforço nas medidas sanitárias,
vieram para ficar.
Por: Mate Pencz | Fonte: Valor Investe

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