Aprenda!
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| Reprodução: UOL |
Comprar um imóvel ainda é o principal desejo de boa parte dos
brasileiros.
Mas engana-se quem pensa que o mercado imobiliário vive apenas do sonho
das pessoas de conquistar a casa própria.
Por conta da boa valorização e segurança que um imóvel oferece, é muito
comum encontrar um outro tipo de comprador nesse mercado: o investidor. Seja
para construir e vender, alugar, re-vender ou especular, o setor imobiliário é
sempre visto como uma das formas mais tradicionais de investimento que existem.
Mas você sabe como funciona de fato um investimento imobiliário? De
quais formas ele pode ser feito além da compra e venda direta de um imóvel?
Se não sabe, fique tranquilo: preparamos um post completo, detalhando as
características deste mercado e mostrando como aproveitar as melhores
oportunidades que o setor oferece. Confira abaixo!
Como se tornar um investidor
imobiliário?
O setor imobiliário é um dos preferidos entre o público que quer investir seu dinheiro e
construir um patrimônio, devido à junção de diversos fatores, tais como:
- Sua segurança de investimento;
- Seu grande potencial de valorização;
- A demanda quase sempre alta;
- A possibilidade de diversificação.
A forma mais tradicional de investir nesse mercado é por meio da
construção ou compra direta de um imóvel — seja para ser alugado e
gerar uma renda passiva mensal
ou para ser vendido por um valor maior no futuro. Porém, existem diversas
outras maneiras de investir em imóveis.
A modernização da economia e do mercado financeiro trouxe o desenvolvimento de
novos produtos, muitos deles ligados ao setor imobiliário.
Com eles, é possível investir de forma indireta em títulos e ativos
ligados a diversos empreendimentos imobiliários, obtendo ganhos de escala que
reduzem a burocracia e os riscos envolvidos, além de aumentar a possibilidade
de melhores rendimentos.
Desta forma, o investimento direto em imóveis passa a ser menos atrativo
e os ativos financeiros relacionados ao setor ganham força. Entre eles, estão:
Fundos Imobiliários
Os fundos imobiliários são a reunião de um grupo de investidores
(cotistas) que aplicam em conjunto seus recursos em empreendimentos
imobiliários que não teriam capacidade de adquirir sozinhos.
Esses investimentos podem ser, por exemplo:
Esses investimentos podem ser, por exemplo:
- Um shopping;
- Um prédio comercial;
- Um hotel;
- Uma agência bancária;
- Um empreendimento residencial.
Cada participante possui um número de cotas no fundo imobiliário,
proporcionais ao dinheiro que investiu, e em alguns desses fundos é permitida a
negociação de cotas na bolsa.
Neste último caso, um investidor de fundos de investimento imobiliário possui a vantagem de ter liquidez diária, pois pode entrar ou sair do fundo a qualquer momento, comprando ou vendendo suas cotas no mercado.
Neste último caso, um investidor de fundos de investimento imobiliário possui a vantagem de ter liquidez diária, pois pode entrar ou sair do fundo a qualquer momento, comprando ou vendendo suas cotas no mercado.
Títulos de Crédito Imobiliário
Os títulos de crédito imobiliário são títulos de renda fixa lançados por
instituições financeiras, lastreados em créditos imobiliários.
O comprador do título “empresta” o seu dinheiro para um banco, que
emprega a quantia para financiar a construção e aquisição de imóveis por
terceiros. Com isso, parte dos juros que o banco ganhará por essa operação é
repassado para o investidor como sendo de rendimento.
Existem três principais títulos no mercado. São eles:
LCI (Letras de Crédito Imobiliário): Títulos
emitidos para financiar diretamente empresas do setor imobiliário. A
rentabilidade da LCI pode atingir até 100% do CDI, mas, como são isentas do
imposto de renda, seus rendimentos líquidos muitas vezes superam o CDB. Possuem
a grande vantagem de serem garantidas diretamente até o valor R$ 250.000,00 —
por conglomerado financeiro e por CPF - pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC),
no caso de investidores que são pessoa física;
CRI (Certificado de Recebíveis
Imobiliários): Título do tipo securitizador,
que consiste no direito de receber o pagamento dos empréstimos tomados por
empresas do setor, como incorporadores e imobiliárias. Apesar de possuir um
certo risco pela possibilidade de “calote”, além da baixa liquidez e da
ausência de proteção do FGC, a CRI possui uma boa rentabilidade, normalmente
atrelada a índices como IGP-M, IPCA ou TR.
LH (Letras Hipotecárias): São
títulos de renda fixa garantidos por créditos lastreados em hipotecas. Possuem
prazo mínimo de aplicação de 6 meses, e quanto mais longo o vencimento, melhor
são os ganhos obtidos. A rentabilidade costuma estar atrelada a um indexador,
como CDI, TR ou TJLP. Também não possuem proteção pelo FGC, além de contarem
com baixa liquidez no mercado.
Crowdfunding Imobiliário
O conceito de crowdfunding apareceu inicialmente por meio do
financiamento coletivo de projetos pela internet, por meio de plataformas
colaborativas como o Kickstarter. Porém, com o passar do tempo o modelo se
expandiu e possibilitou a realização também de investimentos via crowdfunding,
nos mais variados setores. Um desses foi, justamente, o setor imobiliário.
Com isso, surgiu o crowdfunding imobiliário. A ideia é simples: tornar o
investimento em imóveis acessível a qualquer um.
O que antes era restrito a grandes investidores imobiliários, como
investir na incorporação de um empreendimento, passou a ser estendido
para todos.
Por meio do crowdfunding, você consegue ter acesso às melhores rentabilidades do mercado imobiliário sem precisar investir grandes quantias, de forma prática e sem burocracia.
Por meio do crowdfunding, você consegue ter acesso às melhores rentabilidades do mercado imobiliário sem precisar investir grandes quantias, de forma prática e sem burocracia.
A tendência, portanto, é de que o crowdfunding imobiliário, aos poucos,
vá se popularizando crescentemente e aumente sua participação dentro do setor,
devido às suas vantagens em relação a outros tipos de investimento e
financiamentos no mercado de imóveis.
Fonte: finanças pessoais/organizze

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